Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas

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Nada tão plácido quanto carpas em um lago...
Nada tão Fogo, flamejante, aceso...
Vermelha carpa a ondular, num lago,
Fogo que a Água nunca logra apagar.

Nada traz tanta paz à nossa alma
como ver carpas em um rio, calmas...
Até que clame a voz de sua natureza
e enfrentem a correnteza.

Então, remontam o Rio Amarelo,
cruzam inteira a extensão do Império
e, gloriosas, triunfam e tornam-se Dragões.

Neste momento, não são Paz, são puro Fogo...
Serão mesmo diferentes?
Serão duas coisas, Fogo-Luz e Paz ardente?

A labareda do Dragão já está presente,
já se pressente na carpa,
pois, decretado no mistério, austera norma,
de alguma forma, o que há de ser, já está aqui.

A Paz da carpa, em sua máxima expressão,
são o Poder e a Realeza do Dragão...

Sempre há dragões que rugem furiosamente
entre os sonhos das minhas noites mais serenas...
E, qual a carpa, eu protejo as sementes
na placidez horizontal das fontes...

Mas rastreio as corredeiras,
e ensaio as ascensões,
guardando a chama-semente
de Dragões.

E sei que não haverá jamais
a Paz sem o Fogo e o Fogo sem a Paz
para aquele que nasceu carpa vermelha
no rio amarelo do mundo...

Jamais.

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