Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas

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Trilhas num céu aberto em mil cores,
jogo de luz de um porte imponente,
forte matiz num prenúncio de morte,
é o Pai que parte, formando o poente.

Maior prodígio, harmonia e arte,
sugere sons de um celestial hino.
Como é possível, Pai, que, ao contemplar-te,
não se erga em mim a visão do Divino ?

Se a pegada corresponde ao porte
daquele agora ausente caminhante,
quando te vais, teu rastro é qual corte,
lança de luz que penetra o horizonte.

Quão melancólica é tua despedida...
teus raios-braços retiram-se, lentos.
Descem as trevas, então, cujos traços
tingem as ações, emoções, pensamentos...

Se sou teu filho, como o pressinto,
dentro de mim deve haver luz ainda...
Dias virão que, ante o fogo extinto,
essa tua luz voltará a ser bem-vinda.

Guardiões do fogo na noite sombria,
vamos cruzar esta fria madrugada
e, enfim, tocar o clarim que anuncia
quão iminente é a tua chegada.

Possa teu cíclico amor-sacrifício
moldar o mundo ao mistério da vida.
Seja tua luz, entre nós, convertida
em novos homens, em um novo início...


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