Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas

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Para aquele que me ensinou tudo o que sei sobre mistérios, e me contagiou com seu amor por eles... para Luis Carlos Marques.




Mistério é flor barrando o tempo, em sua disputa
pela beleza contra o caos, solene e calma...
Quando a vejo, eu me vejo, em minha luta
para que o tempo não envelheça minha alma.

Mistério é dor aguda no meu peito, à noite...
É o coração que sinaliza uma ferida...
Com precisão, aponta um tempo, uma ação
em que rompi com a delicada lei da Vida.

Mistério é luz na minha janela, nas manhãs,
que sempre volta após a treva longa e intensa.
Prova vivaz de que a Luz será capaz
de ser, do Homem que amanhece, a recompensa.

Mistério é o tempo que arrasta quase tudo,
mas este “Quase” também é grande mistério...
Sonoro e mudo... a um tempo, sólido e etéreo,
que está em mim, mas também está em toda parte...

Mistério é vida e morte no rastro da Arte,
embora a Grande Arte desconheça a morte...
Faz pontes entre quem está, e com quem parte
e aquele que aqui se eterniza, por seu porte.

Mistério é Amor buscando vias por plasmar-se,
Ávido Amor, que rompe amarras e abre sendas,
da alma, fôlego, do coração, catarse,
como se transbordasse, pleno, em oferenda...

Mistério é tua palavra sólida e expressiva,
tão simples, forte e contundente, tua palavra,
que brota em mim, semente luminosa e viva,
nos sulcos que a sede da alma abre e lavra.

Mistério é estar no Coração da Vida
como quem deita no mais doce leito...
Sentir o Corpo que te envolve e aceita,
e ser a célula que diz: Te aceito.

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