Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas

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Uma infância de símbolos cercada,
símbolos mudos ante a minha ignorância,
tal como aquele coroado coração
cravado em espinhos,
sangrento, macerado...
sozinho,
sem que alguém lhe redimisse o sofrimento.
E me afligiam os questionamentos...
pois quem, enfim,  mutilaria um coração?
Quem o haveria feito?
E meu próprio coração, sedento
de explicações, doía em meu peito.
Homens maldosos, desprovidos de piedade
e cuja culpa eu própria havia herdado,
o haveriam magoado e ferido...
Se era esta a verdade,
por que soava mal contado e sem sentido?

Mais que a mente, foi o próprio coração,
que não analisa, mas rastreia e sente,
vê adiante bem mais claramente,
a melhor voz a se opor a esta versão.

Tempos se foram, passos foram dados,
e, da que era tão volátil vida,
tomou-se um rumo, e ela se fez comprometida
com amor aos homens e com ânsia por ciência
de alguns mistérios, que despertam a consciência
e lhe concedem mais visão e mais vontade
por atuar na grande e primordial missão:
minimizar a dor da humanidade.

Hoje, ao buscar impulso para o meu caminho,
percebo algo, uma preciosidade:
cravado em  meu coração... vejo um espinho!
Da dor sagrada, que não aceita retrocessos
e torna sua cada lágrima humana...
A dor sublime que impulsiona e dá acesso,
a dor que cala o apelo e os argumentos
tão contundentes, da inércia e do egoísmo,
a dor que atua como um aparador
frente aos que buscam, cegos, o abismo...

Espinho-dádiva, que sinaliza a trilha
dos que avançaram com espinhos tantos,
é qual Brasão de uma imortal família
que assume as lágrimas de todos prantos.

Hoje te entendo , Mestre, e te agradeço
pelo pequeno espinho em meu modesto peito,
iluminado por teu coração, perfeito,
ferido por um Amor maior do que mereço.

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