Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas

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EM TUA MENSAGEM...


Em tua mensagem , furtivamente ouvida,
percebo e busco, ávida e atenta, em alerta,
como buscava, em antigas noites de Natal,
olhando a fresta desta porta, entreaberta,
vendo os presentes e a rica ceia servida,
o quanto há de Misterioso e de Real...

Em tua mensagem...
vejo o Uno, a despertar num ciclo novo,
vejo o Infante a erguer-se do mítico Ovo
e a iniciar a Grande Dança Circular.

À sua volta, os Elementos ele lança,
qual Chispas indefinidas
que se abraçam e se envolvem, nesta dança,
dentro da Manifestação recém-nascida.

Fogo e Água se moderam mutuamente
e se harmonizam e enlaçam, antigo rito,
gerando filhos-formas no berço da Mente,
prole que também se completa e reproduz,
e, como num caleidoscópio infinito,
levas de formas e mais formas vêm à Luz.

As mais tardias, da Origem distanciam,
traçando um arco cujo raio é crescente...
Porém, num ponto, em meio ao tempo, de repente,
Já ansiando por sua essência e Unidade, 
Tendo alcançado algo da pura Verdade,
elas despertam e se aproximam novamente...

Latente Amor as leva ao Centro, ao Criador...

Entrelaçadas, carregadas de memórias,
retornam à orbita do Grande Dançarino,
que, em ímpeto divino,
súbito, as toma e absorve em seu Peito,
perfeito fecho de sua dança, em Glória,
e finda o Ato,
e Ardente, ainda,
já se recolhe, novamente ao Leito.

Nenhum detalhe, em tua fala, é irrelevante...
São vozes vivas de um passado tão presente
ante o qual se cala o fútil e o banal
e emerge a Alma, e abre os olhos, por instantes...

Tua voz relembra algo em mim, familiar,
um Centro, um Dogma, uma Pedra Angular,
um Eixo firme, sólido e transparente,
vindo do Eterno Dançarino: um Diamante
Incrustado em meu coração.

E, nos momentos mais difíceis e hesitantes,
esta  é a Coluna inquestionável, o fundamento
que impõe limites às tormentas, em minha mente...
Faz-se evidente à consciência, neste instante,
que Deus é a Solidez em mim, Lei-Diamante,
Que a Lucidez é a voz de Deus, Sóbrio e Silente.

E tudo isso em tua mensagem, Mestra,
em tua voz, que abre a porta a esta Luz,
e em teu empenho em franquear a nós a fresta
de onde espreita o deslumbrado e insone infante.

E, neste fugaz instante,
com a  alma qual uma criança, ousada e pura,
já sorriem, mutuamente,
pois se veem, frente a frente,
Criador e criatura...

Qual retratado por um gênio visionário,
ébrio ante a Vida e seus segredos, belos, vários,
tocam-se o Grande e o pequeno infante,
Unos...ainda que por um fugaz instante.





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