Poesia para despertar Sophia

Poemas inspirados em vivências filosóficas


Velo teu sono, e nem é assim tão tarde...

Teu corpo treme e arde contra a cama fria,

estranhos sons a tua boca balbucia,

e se recusa ao repouso e ao abandono.

 

A noite corre e meu amor ainda te vela.

Em meio a ela, eu creio, o escuro te ameaça,

Mas o amor, se é puro, é aço: nada passa,

nada atravessa seu calor e sua cautela.

 

Velo teu sono em altas horas, agitado,

e, sem demora, eu respondo ao teu gemido.

No teu ouvido, sussurrei: “Passou! Descansa!

Minha voz avança contra os vultos, ao teu lado...”

 

É já aurora e ainda velo; teu semblante,

não mais qual antes, mas tranquilo, já ressona,

qual fosse um anjo que, agora, vem à tona,

brincar comigo, tua escolta, docemente.

 

Quisera eu saber que, em todo pesadelo,

o Amor me vela, atento ao meu corpo arfante....

E eu, em paz, sereno infante, em seu alento,

libertaria a alma em sonhos, os mais belos...
 
 

3 comentários:

Li por acaso esses teus versos e não conheço a tua poesia. Mas é o bastante para te agradecer por compartilhar a beleza que senti.

Li por acaso esses teus versos e não conheço a tua poesia. Mas é o bastante para agradecer a beleza que senti.

Li por acaso esses teus versos e não conheço a tua poesia. Mas é o bastante para agradecer a beleza que senti.

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